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August 29, 2002
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Carta Aberta a Midia Brasileira (Portuguese)

O Grupo de Acao Pro-Israel escreveu uma carta aberta a midia Brasileira:

Antes, uma apresentação. Nós judeus brasileiros, que redigimos esta carta, não pertencemos a nenhum partido de direita israelense. Pertencemos sim ao time de torcedores por uma convivência pacífica entre o Estado de Israel (menor que Sergipe) e as nações árabes (do Marrocos ao Paquistão). Ou seja, entre cinco milhões de judeus e seus trezentos milhões de vizinhos árabes. Enfim, entre a única democracia do Oriente Médio (onde inclusive seus cidadãos árabes são eleitos livremente ) e vinte ditaduras, regimes fundamentalistas e monarquias. [...]

As ações terroristas que visam deliberadamente assassinar cidadãos judeus, são equiparadas às retaliações que visam eliminar seus perpetradores. Em outras palavras, se "x" invade a casa de "y" matando sua mulher e filho, e "y" persegue e mata "x", o ato dos dois é igualmente hediondo? Vocês classificam como "terrorismo de Estado" a política de eliminação de terroristas, levado a cabo com precisão pelos dois últimos governos. O que vocês recomendam a Israel? Queixar-se ao bispo e assistir de braços cruzados civis sendo explodidos em pizzarias? Chamar alguma comissão de direitos humanos para dialogar com suicidas assassinos e seus "guias espirituais"?

Vocês focam o conflito judaico-palestino esquecendo-se do trapézio maior em que ele acontece, que é a contínua não aceitação da existência de Israel por grande parte de seus finos vizinhos. Por motivos óbvios, nunca foi, é ou será do interesse de Israel ocupar áreas densamente povoadas por palestinos, Justamente por isso Israel, mesmo correndo riscos, retirou-se de 90% de Gaza e das principais cidades palestinas. A ironia é que vocês não perceberam que um país ao lado, como a Jordânia com população majoritariamente palestina, poderia também ser uma alternativa de pátria palestina. Bastava para isso o direito de elegerem seus governantes. Mas claro... que heresia...

Para ler o artigo completo clique abaixo.

Carta aberta a midia Brasileira
Grupo de Acao Pro-Israel
http://www.pletz.com/
proisrael/index.htm

Antes, uma apresentação. Nós judeus brasileiros, que redigimos esta carta, não pertencemos a nenhum partido de direita israelense. Pertencemos sim ao time de torcedores por uma convivência pacífica entre o Estado de Israel (menor que Sergipe) e as nações árabes (do Marrocos ao Paquistão). Ou seja, entre cinco milhões de judeus e seus trezentos milhões de vizinhos árabes. Enfim, entre a única democracia do Oriente Médio (onde inclusive seus cidadãos árabes são eleitos livremente ) e vinte ditaduras, regimes fundamentalistas e monarquias.

Feitas as apresentações, declaramos que sua cobertura em relação a Israel, através do poder de som, imagem e mídia escrita (salvo raras exceções) vem se tornando cada vez mais aviltante, unilateral, injusta e, pior que tudo para jornalistas, descomprometida com a história e os fatos.

Será que vocês nunca se perguntaram por que crianças palestinas inocentes são mortas durante as intifadas? Ainda não deu pra perceber que elas são covardemente usadas como escudo, enquanto atiradores palestinos disparam metralhadoras e fuzis por trás? Faltam evidências?

As ações terroristas que visam deliberadamente assassinar cidadãos judeus, são equiparadas às retaliações que visam eliminar seus perpetradores. Em outras palavras, se "x" invade a casa de "y" matando sua mulher e filho, e "y" persegue e mata "x", o ato dos dois é igualmente hediondo? Vocês classificam como "terrorismo de Estado" a política de eliminação de terroristas, levado a cabo com precisão pelos dois últimos governos. O que vocês recomendam a Israel? Queixar-se ao bispo e assistir de braços cruzados civis sendo explodidos em pizzarias? Chamar alguma comissão de direitos humanos para dialogar com suicidas assassinos e seus "guias espirituais"?

É sabido que cada família palestina que perde um filho no conflito é ressarcida com somas generosas, explodindo-se então, melhor ainda. Além da glória de seus homens "encontrarem-se com o profeta" Arafat e seu staff desviam vultosas somas para paraísos fiscais. Imaginem esses recursos em saúde, educação, que aliás... bom... deixa pra lá.

Sabemos que muitos palestinos querem de verdade viver em paz com Israel. Mas são sumariamente desaparecidos quando ousam pensar alto. Afinal, não existe um "Paz Agora" palestino. Não existe uma autoridade palestina livremente eleita. Mas estes parecem ser detalhes indignos de nota. Não é?

Já nos acostumamos em ser bodes expiatórios dos males da humanidade mas agora somos também os agressores malvados. Esperem aí! Vocês caíram na armadilha de ver a ocupação fora do contexto histórico, como uma ocupação pura e simples, esquecendo-se que os chamados territórios palestinos foram conquistados da Jordânia e do Egito numa guerra de vida ou morte imposta a Israel. Ou, por acaso, os palestinos já se constituíram algum dia em uma nação? Eles teriam sido absorvidos pelas nações árabes ao redor, se estas não tivessem, depois de ter lhes exortado a fugir, imposto miseráveis campos de refugiados com a promessa de jogar os judeus no mar. Os governantes árabes assustados por um possível contágio de suas sociedades arcaicas e medievais por vírus israelenses como, sociedade aberta, direitos da mulher e exemplos socialistas singulares como os kibutzim, espertamente perceberam que esta era a formula certeira de manter viva essa válvula de escape, de uma pátria palestina, a fim de que seus povos não se virem contra eles e comecem a questionar por que se acham desprovidos de seus próprios direitos humanos. A propósito, alguém ao menos lembra da questão dos curdos que afeta milhões de pessoas desprovidas de qualquer direito ? Povo que teve centenas de mulheres e crianças exterminadas por armas químicas. Mas é claro, já íamos esquecendo... Este assunto não interessa aos homens do petróleo e também não interessa estar em pauta.

Vocês focam o conflito judaico-palestino esquecendo-se do trapézio maior em que ele acontece, que é a contínua não aceitação da existência de Israel por grande parte de seus finos vizinhos. Por motivos óbvios, nunca foi, é ou será do interesse de Israel ocupar áreas densamente povoadas por palestinos, Justamente por isso Israel, mesmo correndo riscos, retirou-se de 90% de Gaza e das principais cidades palestinas. A ironia é que vocês não perceberam que um país ao lado, como a Jordânia com população majoritariamente palestina, poderia também ser uma alternativa de pátria palestina. Bastava para isso o direito de elegerem seus governantes. Mas claro... que heresia...

Vocês omitem, que a "libertação da palestina" é conceito muito anterior à ocupação, em 67. Já aparecia na Carta Palestina de 1964, e se referia a eliminação do Estado Judeu. Quanto a Jerusalém, é oportuno lembrar que ela é mencionada mais de 700 vezes no Tanach, livro sagrado judaico, e nem uma vez sequer no Corão. Foi fundada e proclamada capital dos judeus pelo rei David ha mais de três mil anos, enquanto Maomé nunca esteve lá. Os judeus religiosos rezam voltados para Jerusalém, enquanto os muçulmanos, rezam voltados para Meca, de costas para Jerusalém.

A divisão da cidade em duas partes, foi muito triste para o povo judeu. Nenhuma nação do mundo levantou um dedo para salvar a cidade, tão sagrada para tantas religiões e proibida para judeus, da destruição de templos, profanação de cemitérios, dos saques e do lixo.

Nestes 50 anos de existência, Israel, proclamado pela ONU numa sessão histórica presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, e imediatamente atacado por cinco exércitos, transformou deserto árido em terras irrigadas e férteis ao mesmo tempo que acolhia milhões de refugiados. Durante 2 mil anos antes fomos perseguidos e massacrados pela inquisição espanhola e portuguesa, pelos progroms russos, poloneses e finalmente o Holocausto. Simplesmente porque não tínhamos uma pátria que nos defendesse. Enquanto os palestinos tem irmãos de fé e de sangue em grande parte do globo em áreas riquíssimas pelo petróleo, e que constituem um quinto da população mundial, o minúsculo Israel, em sua curta aventura, conturbada por guerras e ataques terroristas, conseguiu ser um país com ensino de primeiro mundo, exportando ciência e tecnologia. Israel é exemplo único de país, que apesar de ameaçado de extinção e até hoje nunca ter vivido um dia de paz, não viveu um único dia sem democracia plena.

Mas tudo isso parece não ser relevante. Vocês insistem em não ver as angústias, sofrimento, as dezenas de anos de isolamento, de cerco e ameaça a Israel, cuja única alternativa foi ser forte e arriscar-se de ser rotulado como opressor.

Posted by David Melle at August 29, 2002 02:05 PM
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